O projecto da CDU <br>é a solução para a cidade
As eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa foram marcadas para 1 de Julho. Ontem, foi apresentado o primeiro candidato da CDU, o actual vereador Ruben de Carvalho. Os restantes elementos da lista serão conhecidos na terça-feira.
A CDU apresenta-se nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa «para ganhar». Quem o diz é Carlos Chaparro, membro do Comité Central e responsável pela organização partidária na cidade de Lisboa. Para este dirigente, só o projecto da CDU constitui a «verdadeira alternativa para a cidade». Tudo o que for «alternância sem alternativa é curto», reafirmou. Segundo Carlos Chaparro, a vitória de qualquer um dos partidos do chamado «bloco central» não resolveria nenhum dos problemas da capital. Pelo contrário.
As eleições ocorrem na sequência da demissão em bloco de praticamente todos os vereadores da Câmara, na sequência do envolvimento dos principais eleitos do PSD em negócios ilegais e prejudiciais para a autarquia. Os processos judiciais foram instaurados após queixa do PCP no Ministério Público e na Polícia Judiciária. Vários vereadores foram constituídos arguidos.
Carlos Chaparro lembrou ao Avante! que nos negócios que arrastaram a autarquia da capital para esta situação, com destaque para o caso Bragaparques, «só há uma força que tem as mãos limpas, a CDU». Em sua opinião, «isto dá-nos uma grande autoridade política, moral e ética para nos afirmarmos como a força política que merece o voto dos lisboetas».
Lembre-se que este negócio só avançou graças à votação favorável, em Assembleia Municipal, dos eleitos do PS e do BE, já que os partidos da direita não detinham, no mandato passado, uma maioria absoluta. O PS votou ainda favoravelmente – e apoiou publicamente – outros negócios ilegais, bem como grande parte dos planos e orçamentos da direita. Em algumas empresas municipais, acusou Carlos Chaparro, os cargos foram divididos entre eleitos do PSD e do PS. Algumas dessas empresas, adiantou, servem apenas para isso.
Apoio do PS à direita é estrutural
Armindo Miranda, da Comissão Política e responsável pela ORL, realçou que o apoio do PS à política autárquica promovida pelos partidos da direita não é conjuntural. PSD e PP tinham, juntos, a maioria absoluta quer na Câmara quer na Assembleia Municipal, pelo que não eram necessárias quaisquer negociações. Para o dirigente comunista, a atitude do PS revela, sim, uma «opção de fundo, que tem a ver com as suas concepções para a cidade». Que vão, objectivamente, ao encontro dos projectos do PSD e do PP.
O membro da Comissão Política considera importante realçar a ligação do PS ao que de pior aconteceu em Lisboa nos últimos anos. É previsível, realçou, que a propósito da candidatura de António Costa, o PS procure afunilar o debate em torno das eventuais qualidades do candidato para o cargo, tentando fazer esquecer as responsabilidades desse partido na desastrosa situação da cidade.
Armindo Miranda realça que para esta campanha é essencial o trabalho das organizações de base do Partido e dos activistas da CDU junto das populações. Nas anteriores eleições autárquicas, em Outubro de 2005, a CDU obteve mais 10 mil votos para as freguesias do que para os órgãos municipais. E esta é uma «bela base para criarmos uma dinâmica e um profundo envolvimento das organizações do Partido» e dos activistas da CDU nas freguesias em torno das eleições intercalares.
O PCP preferia que as eleições fossem também para a Assembleia Municipal. Isso permitiria, afirmou Carlos Chaparro, «uma maior clarificação» da situação da autarquia. A maioria de direita actualmente existente na Assembleia Municipal pode «travar processos de clarificação» que venham eventualmente a desenvolver-se com uma nova composição camarária.
A verdadeira alternativa
A CDU assume-se, nestas eleições intercalares, como a alternativa necessária para a cidade de Lisboa. Daí que, sustenta Armindo Miranda, a CDU pretenda «ir para a Câmara para aplicar o nosso projecto ao serviço dos cidadãos».
Ao nível urbanístico, destacou Carlos Chaparro, o projecto da CDU situa-se nos antípodas da política realizada pelo PSD e pelo PP, com o empenhado apoio do PS. Uma vez na Câmara, os vereadores da CDU exigirão que o processo de permuta dos terrenos da antiga Feira Popular com o Parque Mayer seja retomado a partir «do zero». As obras que estão a decorrer, de demolição, resultam de uma exigência da Inspecção-Geral de Saúde e a Bragaparques não pode construir enquanto decorrer o processo em tribunal. Processo que, acredita, dará razão ao PCP. «Será tudo discutido de novo», confia Carlos Chaparro.
Os outros negócios ilegais pendentes terão o mesmo destino, promete o dirigente comunista. E o Plano Director Municipal será, finalmente, revisto. A revisão devia ter sido já concluída há seis anos, mas a gestão de direita decidiu avançar com uma – ilegal – revisão simplificada, à luz da qual se cometeram as mais sérias «tropelias» contra a cidade. A revisão do PDM, de cuja discussão pública só existe aquela que o PCP e a CDU promoveram, é uma oportunidade para levar por diante uma nova estratégia para a cidade, afirmou o membro do Comité Central.
Um traço distintivo entre o projecto da CDU e os restantes, explicitou Chaparro, «é que nós privilegiamos sempre o interesse público em relação aos interesses particulares». Ao contrário de PSD e PS, como se pode ver nos processos em curso nos tribunais.
Mas o projecto da CDU para Lisboa não trata apenas de questões urbanísticas. É um projecto global. Para os comunistas e os seus aliados, sustentou Carlos Chaparro, é necessário aproveitar e potenciar os recursos humanos da autarquia. São mais de 11 mil trabalhadores qualificados, que não têm sido aproveitados pela política da direita e do PS, que prefere comprar fora serviços que a autarquia poderia desempenhar. O incentivo à fixação de indústria de ponta na cidade é outra proposta da CDU.
No que diz respeito à democracia, também os projectos são distintivos. Ao contrário do secretismo a que a direita habituou os lisboetas nos últimos anos, a CDU propõe o debate público e o envolvimento das populações na discussão dos problemas e na busca das soluções.
Em suma, conclui Armindo Miranda, o programa da CDU é «uma riqueza muito grande da cidade». É um programa que resulta da discussão colectiva no Partido, onde foram envolvidos os aliados da CDU e a própria população de Lisboa. Um programa que, acrescenta Carlos Chaparro, está na base daquilo que de melhor se fez em 12 anos de coligação com o PS.
As eleições ocorrem na sequência da demissão em bloco de praticamente todos os vereadores da Câmara, na sequência do envolvimento dos principais eleitos do PSD em negócios ilegais e prejudiciais para a autarquia. Os processos judiciais foram instaurados após queixa do PCP no Ministério Público e na Polícia Judiciária. Vários vereadores foram constituídos arguidos.
Carlos Chaparro lembrou ao Avante! que nos negócios que arrastaram a autarquia da capital para esta situação, com destaque para o caso Bragaparques, «só há uma força que tem as mãos limpas, a CDU». Em sua opinião, «isto dá-nos uma grande autoridade política, moral e ética para nos afirmarmos como a força política que merece o voto dos lisboetas».
Lembre-se que este negócio só avançou graças à votação favorável, em Assembleia Municipal, dos eleitos do PS e do BE, já que os partidos da direita não detinham, no mandato passado, uma maioria absoluta. O PS votou ainda favoravelmente – e apoiou publicamente – outros negócios ilegais, bem como grande parte dos planos e orçamentos da direita. Em algumas empresas municipais, acusou Carlos Chaparro, os cargos foram divididos entre eleitos do PSD e do PS. Algumas dessas empresas, adiantou, servem apenas para isso.
Apoio do PS à direita é estrutural
Armindo Miranda, da Comissão Política e responsável pela ORL, realçou que o apoio do PS à política autárquica promovida pelos partidos da direita não é conjuntural. PSD e PP tinham, juntos, a maioria absoluta quer na Câmara quer na Assembleia Municipal, pelo que não eram necessárias quaisquer negociações. Para o dirigente comunista, a atitude do PS revela, sim, uma «opção de fundo, que tem a ver com as suas concepções para a cidade». Que vão, objectivamente, ao encontro dos projectos do PSD e do PP.
O membro da Comissão Política considera importante realçar a ligação do PS ao que de pior aconteceu em Lisboa nos últimos anos. É previsível, realçou, que a propósito da candidatura de António Costa, o PS procure afunilar o debate em torno das eventuais qualidades do candidato para o cargo, tentando fazer esquecer as responsabilidades desse partido na desastrosa situação da cidade.
Armindo Miranda realça que para esta campanha é essencial o trabalho das organizações de base do Partido e dos activistas da CDU junto das populações. Nas anteriores eleições autárquicas, em Outubro de 2005, a CDU obteve mais 10 mil votos para as freguesias do que para os órgãos municipais. E esta é uma «bela base para criarmos uma dinâmica e um profundo envolvimento das organizações do Partido» e dos activistas da CDU nas freguesias em torno das eleições intercalares.
O PCP preferia que as eleições fossem também para a Assembleia Municipal. Isso permitiria, afirmou Carlos Chaparro, «uma maior clarificação» da situação da autarquia. A maioria de direita actualmente existente na Assembleia Municipal pode «travar processos de clarificação» que venham eventualmente a desenvolver-se com uma nova composição camarária.
A verdadeira alternativa
A CDU assume-se, nestas eleições intercalares, como a alternativa necessária para a cidade de Lisboa. Daí que, sustenta Armindo Miranda, a CDU pretenda «ir para a Câmara para aplicar o nosso projecto ao serviço dos cidadãos».
Ao nível urbanístico, destacou Carlos Chaparro, o projecto da CDU situa-se nos antípodas da política realizada pelo PSD e pelo PP, com o empenhado apoio do PS. Uma vez na Câmara, os vereadores da CDU exigirão que o processo de permuta dos terrenos da antiga Feira Popular com o Parque Mayer seja retomado a partir «do zero». As obras que estão a decorrer, de demolição, resultam de uma exigência da Inspecção-Geral de Saúde e a Bragaparques não pode construir enquanto decorrer o processo em tribunal. Processo que, acredita, dará razão ao PCP. «Será tudo discutido de novo», confia Carlos Chaparro.
Os outros negócios ilegais pendentes terão o mesmo destino, promete o dirigente comunista. E o Plano Director Municipal será, finalmente, revisto. A revisão devia ter sido já concluída há seis anos, mas a gestão de direita decidiu avançar com uma – ilegal – revisão simplificada, à luz da qual se cometeram as mais sérias «tropelias» contra a cidade. A revisão do PDM, de cuja discussão pública só existe aquela que o PCP e a CDU promoveram, é uma oportunidade para levar por diante uma nova estratégia para a cidade, afirmou o membro do Comité Central.
Um traço distintivo entre o projecto da CDU e os restantes, explicitou Chaparro, «é que nós privilegiamos sempre o interesse público em relação aos interesses particulares». Ao contrário de PSD e PS, como se pode ver nos processos em curso nos tribunais.
Mas o projecto da CDU para Lisboa não trata apenas de questões urbanísticas. É um projecto global. Para os comunistas e os seus aliados, sustentou Carlos Chaparro, é necessário aproveitar e potenciar os recursos humanos da autarquia. São mais de 11 mil trabalhadores qualificados, que não têm sido aproveitados pela política da direita e do PS, que prefere comprar fora serviços que a autarquia poderia desempenhar. O incentivo à fixação de indústria de ponta na cidade é outra proposta da CDU.
No que diz respeito à democracia, também os projectos são distintivos. Ao contrário do secretismo a que a direita habituou os lisboetas nos últimos anos, a CDU propõe o debate público e o envolvimento das populações na discussão dos problemas e na busca das soluções.
Em suma, conclui Armindo Miranda, o programa da CDU é «uma riqueza muito grande da cidade». É um programa que resulta da discussão colectiva no Partido, onde foram envolvidos os aliados da CDU e a própria população de Lisboa. Um programa que, acrescenta Carlos Chaparro, está na base daquilo que de melhor se fez em 12 anos de coligação com o PS.